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Os dois desafios da Apple

Li, recentemente, dois artigos interessantes sobre a Apple e achei que valia a pena dividir com vocês. Um fala do iPad, outro fala da saúde financeira da empresa.
O primeiro artigo é a análise de David Pogue, o jornalista-guru do NYT sobre o iPad. Ou melhor, sobre as reações ao seu lançamento.
Segundo ele, estamos entrando na segundo fase da introdução do Tablet da Apple.
A primeira fase foi o buzz anterior ao lançamento, quando todo mundo falava sem saber o que vai acontecer. Protótipos aparecem em blogs, palpites os mais descabidos se proliferam, informações supostamente secretas são divulgadas.
A segunda fase, é o lançamento em si, onde Steve Jobs dá um show na apresentação, mas ninguém experimenta, testa ou utiliza o equipamento por algum tempo. Logo após o evento, surge quem defende e quem ataca. Um monte de blogs começa a elogiar ou a meter o pau, sem ter tido nenhum contato com o aparelho. Exatamente por não conhecer detalhes, nem ter testado o iPad, Pogue preferiu não comentar sobre o o equipamento em si.
A terceira fase, segundo ele, deve vir em abril, com gente acampada em filas enormes diante das Apple Store para serem os primeiros a comprar um iPad.
A análise de David Pogue é interessante, porque realmente mostra um padrão. Coisa parecida ocorreu no lançamento do iPod e mais recentemente do iPhone. No meu blog, escrevi um texto lembrando o mico do escritor de livros de auto-ajuda-empresarial Al Ries, que protagonizou um vídeo onde afirmava que o iPhone não tinha nenhuma chance de dar certo e teve que se retratar um par de meses depois, quando o aparelho havia vendido mais de um milhão de unidades.
Enfim, tudo isso mostra que a Apple, diferente de outras empresas do setor, domina completamente a técnica de lançar um produto de tecnologia.

O que nos leva ao segundo artigo que me referi no início deste texto. Nele, o jornalista econômico Peter Gorenstein afirma que neste ano, muito mais importante do que o sucesso ou fracasso no iPad para a Apple, será outro fato: a empresa deve bater a marca de uma receita anual de 50 bilhões de dólares.

Esta é a marca onde a IBM e a HP frearam seu crescimento, principalmente porque seus produtos começaram a se transformar em comodities.
Gorenstein entrevistou o professor Richard D’Aveni, da Dartmouth’s Tuck School e autor do livro “Beating Te Commodity Trap“, algo como “Superando a Armadilha da Commodity”. Segundo ele, num dos mercados mais comoditizados do mundo, o de tecnologia, a Apple vem escapando desta cilada porque sabe como enfrentar dois dos principais desafios:
Proliferação: Quando concorrentes incluem funcionalidades semelhantes e reduzem preços, tornando os diferenciais irrelevantes.
Escalada: Quando produtos de baixo custo são lançados, oferecendo melhor relação de custo-benefício. Uma espécie de “efeito-china”.
D’Aveni acredita ainda que essa cultura de inovação, onde o iPod levou ao iPhone, o iPhone ao iPod Touch e daí ao iPad está tão presente no DNA da Apple, que até a saída de Steve Jobs não deve trazer problemas graves.
Enfim, é esperar o ano passar e conferir se Pogue e D’Aveni têm razão.

Podbility #55

O Podbility #55 tem novidades sobre o GP, game descontrol no Projeto Natal da Microsoft, nossas profecias: fim do Facebook e Google Wave vai vingar, Booneoakley.com - a agência sem site e videozinho legal, General Motors, Milo - o amiguinho imaginário, Beatles Rock Band, telepresença da Gica, iMovie sucks, a Copa do Mundo é nossa: pão e circo? HQ do cachorro do Obama, Doodling, o pai-avó da Anna e dica de música do Billy: Peaches.

Para saber como ouvir, assinar feeds e afins, clique aqui.

Para baixar o arquivo em MP3, clique aqui e para baixar o ZIP aqui.

Olha! Quem quiser participar da lista de discussão do Podbility pode entrar aqui.

Carlton Draught: Drop The Bomb

carlton-draught-drop-the-bomb

A marca de cerveja australiana Carlton Draught, especializada em criar grandes “stunts” de comunicação, como o memorável “Big Ad” e o recente “Skytroop” agora acaba de sair com o projeto Drop The Bomb”.

Criado pela Clemenger BBDO Melbourne, o projeto foi todinho amarrado com a emissora de rádio Fox FM, e os apresentadores Hamish e Andy. Consiste em uma promoção absolutamente inusitada que consistia em lançar um carro de um avião, com o objetivo de acertar um alvo de 20×20 metros com o logo da Carlton Draught.

Os participantes mostravam seus carros velhos e o público decidia o mais ferrado deles para ser lançado. O vencedor Gillian Wright, de 65 anos,  pôde voar e ver o seu Ford Laser ano 1991 ser atirado a 14 mil pés de altura, conforme mostra o vídeo abaixo. Além do prazer desta molecagem ele levou pra casa um Dodge Nitro e mais $ 100 mil pois acertou o alvo. Confiram o vídeo abaixo que foi veiculado ao vivo no  site de Hamish & Andy:

YouTube Preview Image

- dica do Leandro Macedo no Y2

(Via Paula Rizzo Updateordie)

E os leões viraram anúncio

Olha que legal: a Campanha do Estadão para inscrições para Cannes, este ano, traz - entre outras campanhas - a campanha da Bullet para a Kibon, iPod no Palito, que no ano passado faturou dois Leões em Cannes.

Podbility #32

Na segunda semana de novembro Neto, Cesar, Dani, Baunilha e Gica falam sobre a exposição de Karim Rashid; o “Tratado de Kyoto” dos designers; Didi Mocó fazendo Lost?; lanchinhos aéreos; Bohemia Oaken e o encarte artesanal.
Neto faz mais uma de suas inquestionáveis previsões e dá dicas de cinema argentino. Os empresários aprendem a pagar as taxas da Sabesp e a reclamação vai para o pior gnocchi do mundo. Os ouvintes falam sobre cyberbullying e Madita fecha o Podbility#32 com Deep Down na dica de música.

Extra: ouça o Podbility até o fim e descubra o que fazer com as coisas nojentas da sua caixa de gordura, by Sabesp.

Para ouvir o Podbility, confira aqui.

Para baixar o arquivo em MP3, clique aqui, e para baixar o ZIP aqui.

Como ouvir o Podbility

podbilitycombr.png

Você não tem desculpa para não ouvir o Podbility, o podcast da Bullet:
Você pode assinar, na iTunes Store, o feed da versão AAC (com imagens).
Pode assinar o feed .mp3.
Pode ouvir no iPhone.
Pode ouvir no Dashboard do OSX, utilizando o widget.
Ou pode ir no site oficial, sempre com a versão mais recente: Podbility.com.br

Você também não tem desculpa para não participar:
Pode ser por email: gica@bullet.com.br
Por twitter: @blogdabullet

Podbility #31

Neto, Cesar, Adriano, Baunilha, Dani e Gica começam o mês de novembro falando sobre a união do Itaú e Unibanco; a incrível vitória de Obama; usernamecheck.com e nicknames improváveis; iTunes Store do Brasil; Zombie Walk de São Paulo; a Bienal do Vazio – manifesto ou fiasco?; Mac Heads – o documentário; Google – gay friendly ou idiotizador? Os empresários aprendem a fazer eventos culturais e dois ouvintes dão sua opinião sobre o Google idiotizar as pessoas ou não. Para encerrar, Obi Best com “Nothing can come between us” na dica de música.

Para assinar o Podbility em AAC no iTunes, clique aqui. Para o feed em MP3 clique aqui. Além disso você pode ouvir o Podbility no seu iPhone (saiba como aqui), ou direto do dashboard do Mac (saiba como aqui). Para baixar o arquivo em MP3, clique aqui, e para baixar o ZIP aqui.

A encruzilhada da vez

debatemaxi.pngFaz uns meses lendo o livro A Terra é Plana de Thomas Friedman me ocorreu a quantidade de oportunidades que o Brasil perdeu quando o pêndulo do mundo balançou em direção ao BRIC. Na época, lembro de ter pensado que, por covardia de nossos empresários, por falta de informação, por decisões políticas equivocadas, deixamos que outros países largassem na nossa frente.
Fade out. Fade in.
Estamos vivendo um novo momento parecido com este pelo qual passamos anos atrás. Ou pior. Se realmente se consolidar, a crise trará mudanças ainda mais sérias nos próximos meses.
É a hora, portanto, de tomar decisões que não tragam arrependimentos (coisa tão comum aqui no país do futuro).
Fade out. Fade in.
Quinze dias atrás, dois dos mais bem sucedidos publicitários brasileiros tiveram um debate, uma discussão pública, num evento de marketing. Dias depois, uma carta de um deles escapou dos limites de sua agência e reaqueceu os mexiricos. Por alguns dias, esse foi o assunto da vez em qualquer grupo de publicitários. Afinal, estamos acostumados com discussões “chapa branca” nesses eventos. Discussões onde todo mundo concorda com todo mundo e o que se tira de prático é muito pouco.
Não foi o caso.
A discussão esquentou e muita gente prefere [fo]focar nas agressões pessoais do que naquilo que realmente interessa.
Escrevo, dias depois, (com a ilusão de que a poeira baixou um pouco) porque acho que não deveríamos perder esta oportunidade de tomar uma posição e defender qual caminho acreditamos que devemos seguir num momento tão delicado.
Você pode achar que este é um post sobre o mercado publicitário. Mas não é.
Este é um debate que vai além dos limites da nossa categoria.
A eventual crise financeira mundial nos coloca numa encruzilhada.
E este é o momento ideal para se decidir para onde ir, se para norte ou para o sul. Se para o Rio ou para a Bahia.
Para quem não está familiarizado com a tal discussão, aqui vai um resumo: a hora é de economizar recursos, capitalizar-se para o impacto, enxugar as estruturas ou é hora de investir no produto criativo e estimular nossos clientes a fazerem o mesmo?
É isso que está em discussão, em última análise.
E não tenho dúvida de que o segundo caminho é o correto.
É mais arriscado do ponto de vista comercial, pode ser.
Mas (e os leitores mais afoitos vão me bater) não existe crise ainda.
E se preparar para ela, neste caso é precipitar a sua chegada.
Então é isso. Tome sua posição nos comments.
Eu fico por aqui: kudos para Fabio Fernandes, presidente da FNazca, que nos lembrou que a terra está sendo aplainada mais uma vez e que só com coragem a gente vai, finalmente, prosperar.

ei, você aí, me dá um dinheiro aí?

piratariapq.jpg

Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em
nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.

Impostômetro

impostometro.pngDeu no JN de hoje que a FGV está realizando um evento onde revelam o valor dos impostos que pagamos em cada produto. Em todo produto, a mordida do governo é sempre gulosa e isso não é novidade. Mas os números são assustadores. Somos um país que paga impostos dignos de primeiro mundo e recebemos de volta, do governo, serviços de terceiro mundo. Nem educação, nem saúde, nem segurança são proporcionais ao que é arrecadado. É realmente uma tarefa difícil, que demanda esforço dos corruptos, e políticos incompetentes fazer toda essa quantidade de dinheiro arrecadado não se transforme em benefícios visíveis. Só este ano já são mais de 700 bilhões arrecadados. Sim você leu direito. Bilhões. Só na última hora, o governo arrecadou 115 milhões. Cada segundo que passa são R$ 30 mil reais que vão para os bolsos da União. Se você quer acompanhar, confira o Impostômetro criado pela Associação Comercial de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, aqui.



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